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Quanto custa um catálogo de produtos para indústria?

Quanto custa um catálogo de produtos para indústria?

Por que ninguém te dá um preço na primeira ligação

Quem já pediu orçamento de catálogo conhece a cena: você liga, descreve o que precisa e a resposta é "depende". Parece enrolação, mas não é — e entender o porquê ajuda você a pedir orçamento melhor.

Catálogo não é um produto de prateleira. É um projeto cujo custo muda várias vezes conforme o escopo aparece.

Direção fotográfica de sofá modular
Direção fotográfica de sofá modular

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Os cinco fatores que realmente mexem no preço

1. Quantos produtos entram

Óbvio, mas é o que mais pesa. Doze itens e cinquenta itens não são o mesmo projeto — e a diferença não é proporcional. Existe um custo fixo de montagem, iluminação e direção que se dilui quanto maior a linha. Catálogo grande costuma sair mais barato por peça.

2. Quantas variações cada produto tem

Aqui mora a armadilha. Uma poltrona em seis tecidos não é uma foto: são seis montagens. Muita fábrica pede orçamento dizendo "são 20 produtos" e esquece que, com as variações, o número real de imagens passa de cem.

Vale contar antes de pedir preço. Você vai receber orçamento mais preciso e evita surpresa no meio do projeto.

3. O tipo de imagem

Existem dois, e a maioria das linhas precisa dos dois:

  • Fundo neutro — o produto recortado, limpo. É o que vai na ficha técnica e no anúncio de marketplace.
  • Ambientado — o produto na casa, com cenário montado. É o que vende emoção e o que o lojista usa na vitrine dele.

Ambientação custa mais porque exige cenário, mais tempo e mais direção. Mas é o que separa um catálogo que informa de um catálogo que faz desejar.

4. Quem levanta a ficha técnica

Medidas, materiais, acabamentos, peso, embalagem. Se a fábrica entrega isso organizado, o projeto anda mais rápido. Se quem produz o catálogo precisa levantar item por item, isso entra na conta — e é comum, porque essa informação costuma estar espalhada entre o projetista, o PCP e a cabeça de alguém.

5. Os entregáveis

Só o PDF digital? Também a versão impressa para o representante? As imagens recortadas para Mercado Livre e Shopee? Cortes para Instagram? Cada formato adicional tem custo, mas o incremento é pequeno quando sai da mesma produção — e é aí que está a economia real.

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A conta que quase ninguém faz

A pergunta certa não é "quanto custa o catálogo". É quanto custa não ter um.

Uma linha boa fotografada mal passa a impressão de ser mais barata do que é. Isso significa desconto que o representante precisa dar para compensar a percepção, lojista que prefere destacar a marca concorrente na loja, e anúncio de marketplace que não converte porque a foto é a mesma que todos os concorrentes usam.

Some isso ao longo de um ano de linha. O catálogo costuma custar menos do que o desconto involuntário.

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O que pedir quando for orçar

Quando falar com quem vai produzir, chegue com estas informações prontas:

  • número de produtos e de variações por produto
  • se precisa de ambientação ou só fundo neutro
  • se a ficha técnica já existe organizada
  • onde o material vai ser usado (impresso, digital, marketplace, redes)
  • se há prazo amarrado a lançamento de linha ou feira

Com isso na mão, qualquer fornecedor sério consegue te dar um número real. Sem isso, o que você recebe é chute — e chute costuma vir alto, porque quem orça se protege.

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Uma última coisa sobre reaproveitamento

O erro mais caro que vejo na indústria é pagar três produções separadas: uma para o catálogo, uma para o Instagram e outra para o anúncio do marketplace.

É a mesma poltrona, no mesmo dia, com a mesma luz. Feita junto, uma sessão alimenta os três canais. Feita separado, você paga três vezes pelo mesmo produto — e ainda fica com três padrões visuais diferentes representando a sua marca.